Thursday, October 12, 2006

André Cepeda na Galeria Pedro Cera


Está patente na galeria Pedro Cera, em Lisboa, a exposição Stasis de André Cepeda. A exposição consiste em três imagens apresentadas em caixas de luz de grande formato. Não são muitas imagens mas é caso para dizer que às vezes três imagens representam mais do que mil palavras.
Uma exposição a não perder.

Friday, October 06, 2006

rafael toral


Rafael Toral (foi o produtor e colaborador do 2º disco dos Clockwork) acaba de lançar um novo disco intitulado Space (a capa é uma líndissima fotografia de Daniel Malhão e o design é de Helder Luis, também responsável pelo design do disco dos Clockwork). Já ouvi o disco e recomendo vivamente.
Rafael Toral é também um dos autores em destaque na revista
Wire deste mês.
Mais informações em:

www.rafaeltoral.net
http://www.thewire.co.uk/current/story2.php

Thursday, October 05, 2006

exposição Surfaces na Fuga pela Escada



Inaugura dia 7 de Outubro na galeria Fuga pela Escada em Guimarães, pelas 22:30, a exposição Surfaces. A exposição fica na galeria até ao dia 15 de Novembro. A exposição inclui alguns trabalhos novos que não estiveram expostos na Casa de Serralves aquando da exposição a propósito do Bes Revelação. Fica aqui o convite a aparecerem.

Thursday, September 28, 2006

The Pond-Moonlight



É difícil dizer qual é a fotografia mais bonita do mundo mas podemos dizer qual é a mais cara até ao momento: "The Pond-Moonlight" tirada em 1904 em Long Island por um dos grandes nomes da fotografia americana do início do século XX, Edward Steichen. O novo recorde alcançado em leilões (Sotheby’s) , atingiu quase os 2,5 milhões de euros.

Sunday, September 24, 2006

«Juventude em Marcha» o novo filme de Pedro Costa


A edição de Setembro da revista ArtForum traz uma crítica ao novo filme de Pedro Costa «Juventude em Marcha», que em inglês é traduzido como Colossal Youth, título esse que curiosamente remete para o álbum da já extinta banda Young Marble Giants.
O artigo escrito por James Quandt destaca a forte intensidade do filme, quer em termos de narrativa, quer na sua densa fotografia, referindo que em comparação com o filme de Pedro Costa, todos os restantes filmes em competição eram «pandering and blandishment» (frouxos e auto-lisongeadores)».
Para quem teve a oportunidade de ver os anteriores filmes de Pedro Costa ou a sua excelente exposição na Fundação de Serralves, este reconhecimento não constitui nenhuma surpresa. O cineasta português (nascido em Lisboa em 1958) tem vindo a construir uma importante filmografia, alicerçada num estilo pessoal e cru, que aos poucos tem vindo a ser reconhecido quer pela crítica nacional, quer internacional.
Um filme a não perder, nas poucas salas nacionais onde será exibido!


Tuesday, September 19, 2006

Craigie Horsfield




Está presente no CAM da Fundação Calouste Gulbenkian a exposição do fotógrafo Craigie Horsfield. É certamente uma das melhores exposições de fotografia que vi este ano (talvez mesmo nos últimos anos). Conhecer o trabalho de Horsfield através dos seus livros não nos prepara para o impacto das imagens ao vivo. A densidade dos cinzas e o grão das imagens conferem uma aura fascinante e surreal às imagens de Horsfield.

A exposição de Craigie Horsfield é uma amostra de uma obra complexa e bastante significativa, que abarca um período de 35 anos.

«Figura única e voz habitualmente isolada que descreve uma mudança na concepção da arte recorrendo aos meios mais convencionais e modestos, Horsfield tem, desde os anos 60, vindo a fazer uma série de propostas radicais no sentido de uma comunidade futura. Depois de ter trabalhado como disc-jockey na Europa de Leste durante a década de 70, regressou a Londres na década seguinte, tendo desempenhado um papel importante no processo de transformação da fotografia do final dos anos 80. Durante a década de 90, esteve na vanguarda do desenvolvimento da arte social, projectos colectivos e da centralidade da conversação. Além disso, passou igualmente mais de 30 anos a defender a introdução de trabalhos de som no espaço do museu, o potencial da projecção em ecrãs múltiplos enquanto espaço social, e o papel central do público no entendimento do museu.»

A exposição foi apresentada no Jeu de Paume entre 30 de Janeiro e 30 de Abril de 2006, estará patente no Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão - Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, Portugal de 18 de Julho a 24 de Setembro, 2006 e no Museum of Contemporary Art, Sydney, Austrália de 15 de Março a 3 de Junho de 2007.

A não perder!

Monday, August 07, 2006

Galeria MCO, Arte Contemporânea



Após dois anos de ligação à Galeria 24B, em Oeiras, o meu trabalho é agora representado pela galeria MCO,
localizada na Rua Duque de Palmela, Porto. A partir de Setembro poderão encontrar na galeria imagens das minhas séries «Surfaces», «Stillness» e «Berlim».

www.mcoart.com


Matthias Petrus Schaller




Recomendo vivamente uma visita ao site deste fotógrafo alemão, cujo trabalho tive a felicidade de encontrar numa pesquisa por imagens do fotógrafo Thomas Struth. Um dos trabalhos que me chamou a atenção é uma série de fotografias realizadas nos estúdios de trabalho de outros fotógrafos. Nesta série encontramos imagens do estúdio de Thomas Struth, Thomas Ruff, Lorca diCorcia, entre outros. Aqui temos a rara oportunidade de conhecer algo mais sobre o espaço de trabalho de fotógrafos que admiro e o modo bastante simples e despojado com que as imagens são construídas.
O trabalho de Matthias Petrus Schaller é uma exploração conceptual dos locais de trabalho, sejam eles os estúdios de fotógrafos, escritórios no Vaticano ou gabinetes de arquitectura. A relação entre o espaço e o trabalho realizado é, em alguns casos, bastante evidente na disposição e organização dos objectos e do espaço em si.

www.matthiaspetrusschaller.com

exposição individual de Paulo Catrica em Setembro




Ainda falta algum tempo mas inaugura no dia 20 de Setembro na galeria Carlos Carvalho, em Lisboa, uma exposição individual do fotógrafo Paulo Catrica. Paulo Catrica tem, na minha opinião, um dos percursos mais consistentes e sinceros na prática fotográfica em Portugal. Já tive a oportunidade de ver algumas das imagens que vão ser expostas, daí a minha forte recomendação desta exposição.
Inaugura a 20 de Setembro.

Sunday, August 06, 2006

work in progress: part 01



A minha estadia em Londres tem-me permitido um período bastante extenso de observação e contemplação da paisagem urbana inglesa. Encontro-me a desenvolver uma série que tem como base a exploração visual dessa mesma paisagem, tendo lugar não só em Londres mas também em cidades vizinhas como Brighton.

série «Interior: 2005/2006»





Finalmente dei por concluída a série «Interior» realizada no âmbito do Programa Gulbenkian Criatividade e Criação Artística.
Todas as imagens foram realizadas dentro da Fundação Calouste Gulbenkian: caves, arquivos, oficinas, lavandaria até aos escritórios da fundação. São imagens simples e despojadas da presença humana mas onde se encontram os sinais não só da sua função como da presença/ocupação dos utilizadores desses espaços. Ainda não sei se este trabalho resultará numa exposição mas
preferencialmente numa pequena publicação com todas as imagens. É um projecto para o futuro...

Algumas imagens desta série (assim como trabalhos dos meus colegas do curso) podem ser consultadas no seguinte endereço:

www.programacriatividade.gulbenkian.pt

Luigi Ghirri



Acabo de regressar de uma viagem de 9 dias por Itália. Milão, Roma e Siena foram as cidades visitadas. Esta viagem foi também uma demanda bibliográfica e fotográfica, tentando encontrar em todas as livrarias que ia descobrindo um livro de um grande fotógrafo italiano: Luigi Ghirri. Após inúmeras tentativas falhadas, comecei a pensar neste livro como um sagrado graal da fotografia: toda a gente o conhecia mas ninguém tinha exemplares disponíveis. Foi em Roma que a minha sorte mudou e encontrei o último exemplar disponível na livraria. Trata-se de uma antologia do trabalho de Ghirri, publicado pela Federico Motta Editore, Milão (2001). Todo o meu esforço foi plenamente recompensado pois trata-se realmente de um corpo de trabalho realmente único e fascinante. Inspirado pelas belíssimas imagens de Ghirri sobre a paisagem italiana, desenvolvi um trabalho novo que espero se torne numa sincera homenagem ao trabalho e sensibilidade deste excelente autor.


Fica aqui um pequeno texto de Ghirri:

O homenzinho à beira do precipício

Desde pequeno, as fotografias de que gostava mais eram as de paisagem, que via nos atlas, entre dois mapas de geografia.

Fascinavam-me muito particularmente as fotografias em que aparecia, inevitavelmente imóvel, um homenzinho esmagado pelas Cataratas do Niagara, montanhas, rochedos ou enormes salgueiros, palmeiras gigantescas ou então à beira de um precipício. Voltava a encontrar este personagem nos postais que representavam lugares mais menos célebres, empoleirado nos monumentos históricos, perdido nas ruínas do Forum romano ou debaixo da Torre de Pisa.

Este homenzinho vivia num estado de perpétua contemplação do mundo e a sua presença nas imagens conferia-lhes uma atracção especial. Era não só o metro padrão das maravilhas representadas, mas também a unidade de medida humana que me restituía o sentimento do espaço; em todo o caso, eu via-o assim, e pensava, por intermédio dele, que compreendia o mundo e o espaço.

Também gostava da ideia de que o fotógrafo nunca estava sozinho nestes lugares, mas que tinha sempre à disposição um amigo ou um conhecido com quem atravessava o mundo, ou o descobria, ou o representava. Nunca consegui ver de facto um, conferir-lhe uma identidade: o homenzinho era sempre um desconhecido para mim, mas acompanhava-me aos lugares mais desconhecidos e mais extraordinários que ele próprio via, contemplava, media.

Quando mais tarde comecei a fotografar, continuei a olhar para fotografias de paisagem, mas nunca mais encontrei o homenzinho. Sucediam-se fundos, cenários e espaços soberbos, mas cada vez mais desertos e mais incompreensíveis, desfazendo-se em pedaços e multiplicando-se de uma forma cada vez mais vertiginosa. Tudo isso me parecia inabitável, mais exactamente, os lugares tinham desaparecido e restavam esplêndidos cenários a preto e branco ou en technicolor, e o homenzinho já não estava lá; tinha-se ido embora, levando consigo a representação dos lugares e deixando-nos o seu simulacro."

Luigi Ghirri
in Paesaggio Italiano, 1989


link fundamental para a discografia Clockwork





Quando pensei em fazer um blog, lembrei-me automaticamente do site do meu amigo João Santos, companheiro dos Clockwork. Neste site estão publicados imensos trabalhos e artigos interessantes. Podem ainda encontrar toda a informação e samples de toda a discografia dos Clockwork. Recomendo vivamente!

www.thegoldenaura.com

a 1ª incursão pelo mundo dos blogs

Assim início o meu blog, ainda incerto dos inúmeros passos a dar. Abra-se o champanhe e dê-se início às celebrações. Depois é altura de trabalho. Saudações a todos os que aqui venham parar.