Monday, March 19, 2007

Daido Moriyama e os fotógrafos japoneses


Nobuyoshi Araki






daido moriyama


Ainda a propósito dos fotógrafos japoneses, há uma publicação da Aperture intitulada Setting Sun: writings by japanese photographers. Trata-se de uma compilação de textos de fotógrafos como Daido Moriyama, Nobuyoshi Araki, Masahisa Fukase, Shomei Tomatsu, entre outros.

Num dos textos, Daido Moriyama fala do seu processo de trabalho:

"And while I'm travelling, I take photographs that are guided by my feelings and physical obsessions or fetishes, so my pictures often have nothing to do with local character and universality. But I am not interested in capturing the character and «universality» of a place, even if it is the place to which I chose to travel. In other words, photographs I take while on a trip are the commemoration of the fact that I
existed in that place or that I happened to see something there - they are not the commemoration of my visit."


É interessante ler estes textos e perceber a relação «quase» zen que alguns dos fotógrafos japoneses estabelecem com a imagem. É interessante também perceber como muitos destes autores optam por trabalhar nas zonas onde vivem, como se estivessem fisicamente «presos» à realidade que os rodeia. É como se fotografassem não para viver, mas antes como se vivessem para fotografar.

Friday, March 09, 2007

wolfgang tillmans





Por vezes morar numa grande capital permite encontros bastante inesperados. Esta semana decidi ir à zona de Bethnal Green fazer uma fotografia de um espaço que me tinha ficado na mente desde que lá tinha ido. Quando me dirijo à rua onde se situa a galeria Maureen Paley, deparo-me com o fotógrafo Wolfgang Tillmans. Apresentei-me e tivemos uma pequena conversa, tendo ele me recomendado a visita à pequena galeria que ele dirige, situada no seu estúdio.
Fica aqui o link:

www.betweenbridges.net

É sempre agradável quando conhecemos alguém cujo trabalho admiramos e essa pessoa é simpática e acessível. Wolfgang Tillmans é uma dessas pessoas. Acredito que o trabalho dele seja reflexo disso.

Gabriel Orozco


"Atomists: Making strides (in 2 parts)"
Gabriel Orozco


Ainda a propósito do post «artist using photography», a citação abaixo transcrita de Gabriel Orozco é um bom exemplo do enorme abrangência não só utilitária como também conceptual da fotografia.


“Looking through the lens of the camera doesn't intensify experience. It just frames the object. It's much more intense without the camera. For me photography is like a shoebox. You put things in a box when you want to keep them, to think about them. Photography is more than a window for me; photography is more like a space that tries to capture situations. It's notational. I use the camera like drawing.” — Gabriel Orozco


Tuesday, March 06, 2007

anders petersen part2


STOCKHOLM 1996



"I seek confidence in destitution. The desire to be surprised by the unpredictable, and the wish to get close to other people, thats´s what counts."
Anders Petersen

anders petersen



KARL-AXEL, BJÄSTA 1991
© Anders Petersen

Stockholm, 2000
60 x 50 cm, © Anders Petersen

Karlstad, 1993
60 x 50 cm, © Anders Petersen


Um outro fotógrafo a trabalhar em preto e branco é Anders Petersen, que está nomeado para o Deutsche Börse Photography Prize 2007, cuja exposição está patente na Photographer's Gallery em Londres. Ainda a propósito do uso do preto e branco de que falei num post anterior, Anders Petersen recusa a cor para exprimir a forte visceralidade das suas imagens e dos ambientes que atraem o seu olhar artístico. Um autor a descobrir com urgência.

"I can´t describe reality; at the most, I can try to capture things
that seem to be valid, the way I see them."
Anders Petersen

dark



"dark flower"
lambda print
50x40cm


Embora os meus trabalhos sejam habitualmente luminosos, ultimamente tenho-me sentido atraído pelo lado mais negro da realidade. Por vezes precisamos de mergulhar na escuridão para descobrir a luz...

Masahisa Fukase




Nayoro, 1979
gelatin silver print
16 x 20"

Shibuya, 1985
gelatin silver print
16 x 20"


Há uma forte ligação entre a fotografia japonesa e o preto e branco. Quando penso em fotografia de autores americanos penso automaticamente em cores (exceptuando, é claro, Walker Wvans, embora também ele tenha feito umas magníficas polaroids numa última fase da sua vida). Quando penso em fotografia japonesa só consigo pensar a preto e branco. Pergunto-me se o facto de a maior parte dos autores mais conhecidos terem nascido pouco antes ou depois da 2ª Guerra Mundial, período bastante traumatizante na história do Japão, será uma das razões para o "negrume" das suas imagens...

Homo Migratus na Fundação Calouste Gulbenkian


Inaugura hoje na Fundação Calouste Gulbenkian a exposição Homo Migratius.

Exposição no âmbito do Fórum Imigração, com fotografias de: Daniel Malhão, Carlos Lobo, Duarte Netto, Bárbara Pacheco, João Paulo Serafim, José Pedro Cortes, Manuel Sousa, Sónia Ferreira, Soraya Vasconcelos. Nove fotógrafos (alunos do Curso de Fotografia do Programa Gulbenkian Criatividade e Criação Artística) apresentam um puzzle de imagens trabalhando sobre o binómio Convivialidade / Multiculturalidade em Portugal.

Exposição de fotografia
Exposições
De 06/03/2007 a 01/04/2007
10h00 às 18h00
Piso 01 do Edifício Sede.


Wednesday, February 28, 2007

Daniel Blaufuks vence Bes Photo


páginas de london diaries
daniel blaufuks


Já foi anunciado o vencedor do Bes Photo: daniel blaufuks.
A primeira vez que vi o trabalho de Blaufuks foi através da sua publicação "London Diaries", em meados de 1995. Essa publicação ainda hoje está presente na minha memória; na altura em que vi estas páginas nunca imaginei que onze anos depois viria a ser fotógrafo e que estaria a viver em Londres. Estranhos percursos de vida... o tempo passa, as memórias perduram cada vez mais ténues...


Sunday, February 18, 2007

artists using photography part 2



Peter Fischli and David Weiss
DER BRAND VON USTER FROM WURSTSERIE (1979)


"For every photographer who clamors to make it as an artist, there is an artist running a grave risk of turning into a photographer." --Artforum, 1976


Artists using photography


Dan Graham
HOMES FOR AMERICA (DETAIL)
1966-67


Não vou falar aqui da obra e da importância de Dan Graham na arte contemporânea mas sim do uso da fotografia por artistas, a propósito de uma excelente exposição que assisti no Museu de Arte Contemporânea de Vigo há dois anos cujo tema era: THE LAST PICTURE SHOW: ARTISTS USING PHOTOGRAPHY, 1960-1982

Esta exposição, organizada pelo Walker Art Center permite constatar a importância da fotografia nas práticas artísticas não só entre o período compreendido entre os anos sessenta e princípios dos anos oitenta, assim nas práticas contemporâneas actuais. Importância essa cuja influência não se resume unicamente à pintura mas a outras práticas como o cinema (o último filme de Wim Wenders " Don't come knocking" é prova disso mesmo).

A propósito desta exposição fui publicado um excelente catálogo complementado com um bom número de textos e cuja leitura recomendo vivamente. Fica aqui alguns excertos desse catálogo:


While artists today feel just as comfortable picking up a camera as they do a paintbrush, this has not always been the case. How did photography become an increasingly popular medium of choice among artists who may or may not consider themselves to be photographers? Focusing on a roughly 20-year period of history, The Last Picture Show addresses this question as well by bringing together more than 200 photographic works by 57 international artists. Each took up the camera as a tool in pursuit of a diverse range of artistic experiments that provocatively intersected with the realms of sculpture, painting, and performance.

Cutting a historical swath across a wide range of art practices and movements such as Conceptual Art, Minimalism, Arte Povera, and strategies of image appropriation, The Last Picture Show traces the development of conceptual uses of this medium. The exhibition encompasses photography's first glimmerings in the 1960s in the work of artists such as Bernd and Hilla Becher, Bruce Nauman, and Edward Ruscha to its rise to art-world prominence in the work of the photo-based artists of the late 1970s and early 1980s, including Sherrie Levine, Richard Prince, and Cindy Sherman. The scope of their subjects is diverse and each has used the camera to frame critical explorations of a range of issues. These include the tradition of self-portraiture, the body, landscape, the architecture of the built environment, photography's relationship to painting and sculpture, the intersection of language and vision, and the impact of advertising and mass media.

By the end of the 1980s, it had become clear that experimental uses of photography were gaining both momentum and validity within the international art world and helping to reshape the possibilities of contemporary artistic expression. It is this legacy that continues to find its descendants in a new generation of artists using this medium today.


THE LAST PICTURE SHOW: ARTISTS USING PHOTOGRAPHY, 1960-1982
The new Walker-produced exhibition catalogue includes essays by Geoffrey Batchen, Kate Bush, Douglas Fogle, Stefan Gronert, Pamela Lee, and Melanie Marino as well as seminal historical texts by Vito Acconci, Lawrence Alloway, Douglas Crimp, Nancy Foote, Dan Graham, Robert Smithson, and Jeff Wall.



Patrick Faigenbaum




Durante o curso de fotografia do Programa Gulbenkian Criatividade e Criação Artística tive a oportunidade de conhecer fotógrafos como Stephen Shore, Teresa Hubbard e Alexander Birchler entre outros. Um deles marcou-me especialmente pela forma meticulosa e apaixonada com que se relacionava com a fotografia. Patrick Faigenbaum (Paris, 1954) tem vindo a desenvolver um percurso fotográfico de uma enorme consistência. Além do seu trabalho fotográfico, o que marcou me especialmente foi a natureza bondosa e sempre acessível com que Patrick Faigenbaum se relacionou com todos os alunos do curso. Um autor a descobrir. Recomendo especialmente uma série de retratos que Faigenbaum desenvolveu sobre famílias nobres italianas.

Patrick Faigenbaum
Fotógrafo. Das suas mais recentes exposições individuais salientam-se as que tiveram lugar no Museu do Louvre (Louvre et Chaussée d'Antin - 2005), na Galerie de France (Portraits dans l'Atelier - 2005), em Paris, na Centennial Gallery (2000), em Toronto, e na Barbara Gladstone Gallery (To Angela and Raphaël - 1999), em Nova Iorque. Das colectivas salientam-se as que estiveram patentes no Museu do Louvre (A côté rêve un sphinx accroupi - 2005), no Institut d'Art Contemporain de Villeurbanne e no Museu de Arte Moderna de Saint-Etienne (La Photographie à l'épreuve - 2005), no Museu de Arte Contemporânea de Barcelona (How do we want to be governed - 2004) e na Villa Medici - Roma (Fabbrica dell'Immagine - 2004).


site online


O meu site já está online. O design é da responsabilidade da NOtype, empresa que já antes tinha feito capas para os discos de Clockwork e que está também a fazer o design do livro «Unknown Landscapes». A consultar em:

www.carloslobo.net


Tuesday, February 13, 2007

By the Ways (a journey with William Eggleston)


Qualquer novidade sobre o William Eggleston, é sempre bem-vinda. Está para estrear um filme sobre Eggleston da autoria da Vincent Gérard e Cédric Laty. O filme recebeu entre outros prémios em vários festivais, o prémio Doclisboa IPJ (best feature documentary) na Competição International .

mais informações em:

http://www.lamplighter-films.com

Deutsche Börse Photography Prize 2007




Inaugurou na Photographer's Gallery em Londres o Deutsche Börse Photography Prize 2007, que todos os anos é atribuído a um fotógrafo, de qualquer nacionalidade, cujo trabalho fotográfico tenha sido mais pertinente para a fotografia na Europa no período compreendido entre 1 de Outubro e 30 de Setembro de 2006. Os quatro fotógrafos nomeados são: Philippe Chancel, Anders Petersen, Fiona Tan e The Atlas Group.

Estive presente na inauguração e o que mais me impressionou foi o imenso número de pessoas que estavam presentes na galeria. Questionei-me sobre que espaço em Portugal dedicado à fotografia, tem esta capacidade de atrair tamanho público? O único que me ocorre é o
CPF, que tem feito um trabalho exemplar, mas que devido aos limites orçamentais, não pode funcionar em pleno nem sequer poder ambicionar a ter uma programação que permita voos mais altos. É uma pena... pois está provado que a fotografia tem a capacidade de atrair todo o tipo de público, desde os entendidos, aos praticantes, aos simples curiosos da imagem.

É curioso se compararmos esta iniciativa com o prémio BES Photo, cujo modelo foi inspirado directamente neste (há dois anos era o CityBank Photography Prize). Também o
BES Photo, como o nome o indica, tem o mecenato de uma instituição bancária, algo que em Inglaterra como em outros países é visto como normal e de salutar, mas que em Portugal é motivo de polémicas. Quando uma instituição apoia um evento (independentemente dos seus objectivos comerciais e propagandistas), está não só a proporcionar meios de produção e de exposição pública a determinados autores como também a criar um evento de promoção da fotografia em Portugal. Isto parece-me o mais importante.

Do trabalho dos artistas expostos, falarei num outro post.

Gilbert & George


Está em exposição na Tate Modern uma enorme retrospectiva do trabalho da dupla Gilbert & George. A exposição estará patente de 15 de Fevereiro a 7 de Maio de 2007. Prevê-se que esta exposição seja um novo blockbuster da Tate Modern.

fica aqui o texto da Tate sobre a exposição:

This long-awaited exhibition is the largest ever to explore the remarkable art of Gilbert & George.

Gilbert & George have created art together since meeting at St Martin's School of Art in 1967. Their impact on the international art world was immediate, radical and subversive with the declaration that sculpture need not be confined to the production of three-dimensional objects and that their own lives could be classed as ‘living sculptures’. Since then, their joint existence has been one long art journey which has led to major exhibitions in five continents, including pioneering shows in Russia and China.

The exhibition begins with a documentation of the legendary Living Sculptures together with the idyllic Nature Pieces which include the rarely seen Charcoal on Paper Sculptures. This is followed by pictures of increasingly powerful social engagement including the Drinking Pieces and Human Bondage and culminating in the infamous, black white and red Dirty Words Pictures of 1977.

The 1980s and 1990s saw an explosion of colour in their art through which Gilbert & George continued to confront fundamental human issues. Among the comprehensive selection of works from this compelling period are the Tate's own vast quadripartite Death Hope Life Fear, the phantasmagorical Life Without End, the scandalous Naked Shit Pictures and the instinctive Fundamental and New Testamental Pictures featuring the artists' own blood, tears, spunk, piss, shit and sweat.The final section of the exhibition explores Gilbert & George's visionary twenty-first-century art. Beginning with the promiscuous New Horny Pictures and mesmerising lice-infested East One Pictures, followed by the Gingko Pictures of Venice Biennale fame, these works continue to ask provocative questions about sexuality, identity and religion. The show ends with the controversial Sonofagod Pictures including the epic Was Jesus Heterosexual? which led to accusations of blasphemy. Gilbert & George have also created completely new pictures for this exhibition.

A fotografia que ilustra este post é da autoria de Tom Haller.

Thursday, February 08, 2007

lomo de grande formato


A empresa que comercializa as máquinas Lomo, acaba de lançar no seu site uma máquina de grande formato intitulada de Bulldog Large Format. Este lançamento parece-me uma pequena revolução. Quando inúmeros modelos de máquinas de 35mm estão a ser descontinuados pela maioria das marcas, é curioso como uma empresa que sempre defendeu uma filosofia do fotografar sem pensar ou sequer olhar «Just shoot it», lança agora uma máquina que é antítese total desta filosofia. Tradicionalmente, uma máquina de grande formato requer tempo, quer para montar a câmara, quer para enquadrar a imagem no seu viewfinder, isto para não falar no tempo já despendido a carregar os filmes nos carregadores . Pelos vistos, a filosofia agora é «slow it down»:

"Slow It Down
This is more of a philosophy than a technical feature. See, shooting large format is definitely not convenient. You have to load the film back. Then compose the shot. Then insert the film back. Then fire. Then remove the film back. You’ll need a tripod and maybe a shroud. You’ll need a bag to carry around all of this bulky equipment. Without a doubt, this is a pain in the ass. But the upside is the careful deliberation that all of this work requires. More thought is put into every picture – thereby allowing you to really focus on the composition, layout, and feeling. Regardless of your experience level, you’ll find that shooting large format inspires you to shoot in a more critical, analytical, and careful way. "

in http://shop.lomography.com/bulldog/largeformat/


Sunday, January 28, 2007

unknown landscapes in progress



Está em fase de design o livro Unknown Landscapes. O design está a cargo da NOType e do designer Helder Luís. Ainda não há uma data certa para o lançamento mas está previsto para que seja antes do fim de 2007.

Sunday, January 07, 2007

exposição «Stillness» na galeria MCO, Porto


Inaugura dia 19 de Janeiro na Galeria MCO, Porto, a exposição Stillness. Parte da série já esteve exposta na Casa de Serralves a propósito do prémio BES Revelação. Na MCO estarão 5 imagens novas dessa mesma série. Fica o convite. Mais informações em www.mcoart.com

Thursday, December 14, 2006

unknown landscapes (parte 2)


Mais uma imagem da série, no mesmo dia e na mesma cidade da foto do post anterior.

Sunday, December 10, 2006

unknown landscapes



A minha nova série já está em fase avançada. Intitulada «Unknown Landscapes», esta série é um estudo sobre a paisagem urbana e os vestígios da ocupação humana. Embora a maioria das imagens tenham sido realizadas em Inglaterra, fazem também parte imagens realizadas em Portugal, Espanha e Itália.

William Eggleston por Jurgen Teller



Penso em William Eggleston como o Leonard Cohen da fotografia.

Bernd e Hilla Becher


Há trabalhos que dispensam palavras. São tão visualmente expressivos que se "explicam" a si mesmos. É o caso da obra do casal Becher, ilustres professores de fotógrafos como Thomas Struth, Candida Hofer, Thomas Ruff, etc. Gostava que os meus trabalhos atingissem esta "brutal" simplicidade (embora , neste caso, a simplicidade seja um termo bastante enganador...)

Günther Grass e Gerhard Steidl


Qual é a importância da relação entre Günther Grass e Gerhard Steidl? Gerhard Steidl é o editor da Steidl que tem os direitos sobre as obras de Günther Grass. A obra de Grass é umas das principais fontes de rendimento da Steidl, cujos livros como «O tambor» vendem milhares de cópias anualmente.
Numa entrevista recente que li de Gerhard Steidl, este conta como Günther Grass lhe disse que o contrato que estavam a celebrar tornaria a Steidl numa editora bastante lucrativa, e que a única exigência que lhe fazia era de que parte desse dinheiro fosse investido na publicação de autores menos conhecidos, mesmo que isso significasse um investimento sem grande retorno financeiro.
Assim, talvez seja graças à obra de Günther Grass que a Steidl se pode dar ao luxo de publicar os belíssimos livros de fotografia que encontramos nas livrarias. Os livros não são baratos, mas na minha opinião, valem cada cêntimo que pagamos por eles.

ps: a foto é de Alec Soth.

Saturday, December 09, 2006

Clare Richardson



Um dos primeiros livros que vi da editora Steidl foi um livro intitulado Harlemville, publicado em 2003, da fotógrafa Clare Richardson. A impressão, tal como em todos os livros desta editora, é de um rigor impressionante e todo a composição gráfica do livro é exemplar. O livro é o resultado de um longo período que a autora passou numa comunidade rural no norte da América. O layout deste livro pode ser consultado no seguinte link:

http://www.steidlville.com/books/186-Harlemville.html

Clare Richardson tem um novo trabalho intitulado Sylvian, que é um dos destaques da revista SEESAW. A consultar no seguinte link:

http://seesawmagazine.com/clare_pages/clare_intro.html

Gerhard Richter «Atlas»







Um trabalho dos meus artistas favoritos acaba de ser reeditado pela Thames & Hudson.

Segue um resumo da série:

Atlas is an ongoing, encyclopedic work composed of approximately 4,000 photographs, reproductions or cut-out details of photographs and illustrations, grouped together on approximately 600 separate panels. The images closely parallel, year by year, the subjects of Richter's paintings, revealing the orderly but open-ended analysis central to his art.

Fica a sugestão para as sempre complicadas compras de Natal!

Monday, December 04, 2006

doze


Um novo projecto dos Doze está na rua. Após o lançamento da caixa Doze, voltou-se a usar a montra para uma nova iniciativa. A visitar na Rua do Alecrim nº28, Lisboa.

Thursday, November 30, 2006

Stephen Shore



Quando penso em William Eggleston, há um outro fotógrafo que automaticamente lhe associo: Stephen Shore. São ambos contemporâneos e os seus trabalhos mais significativos foram realizados na década de 70. Eggleston é reconhecido como um dos pioneiros da cor enquanto que Shore é conhecido pelo exploração da paisagem urbana americana fazendo uso de uma máquina de grande formato 8x10. Une-os igualmente a importância da viagem (road trip) para a exploração e construção da sua narrativa fotográfica. Tal como Robert Frank, entre imensos outros, percorreram ambos a América (a enorme extensão do país convida a isso), fazendo registos quer em 35mm quer em grande formato. Stephen Shore editou muito recentemente o seu livro American Surfaces, pela Phaidon Press, sendo a série constituída por imagens que Shore captou com uma máquina de 35mm, período antes de iniciar a sua viagem com a 8x10.

A 2ºa imagem intitula-se «Church and Second Streets, Easton, Pennsylvania», data de 20 de Junho de 1974, e é pessoalmente das imagens mais bonitas que alguma vez vi.

William Eggleston




Um dos meus fotógrafos de referência, William Eggleston, lançou um livro novo intitulado 5x7.
O mesmo já pode ser encomendado pelo site da schaden (www.schaden.com).
Ficam algumas críticas sobre o livro retiradas do mesmo site.

"william eggleston's latest monograph features photographs taken during the early 1970s using a large format 5x7 camera. While the book includes imagery typical of the Eggleston oeuvre­ streetscapes, parked automobiles, portraits of the strange and disenfranchised, ­the book also offers never-before-published photographs taken in the nightclubs Eggleston used to frequent.

With it [his camera and portable strobes] Eggleston could shoot in virtual darkness in the juke joints and clubs around Memphis. The portraits are offhand and spontaneous but insistently stark; their brutality is heightened by the absence of color. The portraits have a leveling effect­whether biker or debutante, the people Eggleston photographed are clearly denizens of the same realm. [He] is reminding us: look closely, each of these individuals is subtly different.
-Walter Hopps

Riveting as the sitters accoutrements are, most compelling is the way in which each person is at once magnificently laid bare and vulnerable. . . . Staring, smiling, grimacing, glowering, these are less portraits of individuals than of the expressions that settle þeetingly on their malleable features. Each face feels stranger and more physically ambivalent than the next.
-Johanna Burtxon, Artforum

página pessoal de Ryan Mcginley


link para o site pessoal: www.ryanmcginley.com

Wednesday, November 29, 2006

Walker Evans


Numa recente pesquisa no ebay sobre livros do walker evans deparei-me com o leilão desta imagem. A fotografia é descrita como «Interior Detail of Portuguese House». Procurei sinais da nossa cultura mas estes não são visíveis. Existe a pequena bandeira americana por detrás do vaso, certamente que uma pequena ironia de Evans. Uma bela imagem de um grande, grande fotógrafo.

Tuesday, November 28, 2006

Monday, November 27, 2006

Ryan McGinley






Na Frieze Art Fair deste ano viu-se menos fotografia e mais pintura. Pelos vistos o mercado tem de se reinventar de forma a continuar a aliciar os coleccionadores. À parte das questões de viragem ou não do mercado, tive a oportunidade de ver trabalhos que só conhecia de livros: imagens de Joel Sternfeld e de Mitch Epstein entre outros. Descobri também um trabalho de um fotógrafo novo de nome Ryan McGinley. As imagens deste fotógrafo remetiam de certa forma para o registo de diário íntimo que associamos a Nan Goldin. Porém, o que distingue o trabalho de Ryan McGinley é a contemporaneidade das suas imagens, pois apesar de manterem o aspecto de snapshots, a imagética remete automaticamente para os tempos e vivências da juventude dos nossos tempos.

A 1ª imagem é a fotografia da instalação do trabalho de Ryan McGinley na galeria Team Gallery durante a Frieze.

Tuesday, November 07, 2006

Muzi Quawson


Recomendo a pesquisa pelo trabalho desta jovem fotógrafa: Muzi Quawson. Vi pela primeira vez as suas imagens na exposição final do Photograpy MA do Royal College of art deste ano. O trabalho apresentado era um slide show em três telas acompanhado pelas vozes de algumas personagens que tinham sido fotografadas. Em alguns momentos o trabalho de Muzi Quawson remetia para os retratos de Nan Goldin, porém há neles uma atmosfera bem diferente, quer pelo uso da luz (a luz em certos estados da América parece mágica, a fazer lembrar as imagens de Eggleston ou mesmo de Stephen Shore) e pelo tratamento da narrativa. O projecto intitula-se «Pull back the shade».

Friday, November 03, 2006

Henry Wessel



Duas imagens bastantes distintas do mesmo fotógrafo. Henry Wessel é um fotógrafo que descobri muito recentemente e graças à imagem a preto e branco em cima. Esta imagem é bastante misteriosa, pois se por um lado parece encenada, por outro parece um instantâneo capturado em milésimos de segundos. Após pesquisar na net, descobri que se trata de um instantâneo que o fotógrafo capturou enquanto passeava e se deparou com este cenário. Quando os pássaros levantaram voo, o fótografo respondeu instintivamente, capturando assim a imagem. Segundo o fotógrafo: «The picture has the effect of a visual zen koan, as if the man's gaze were what suspends the birds in the flight».

Apesar de ser um fotógrafo relativamente desconhecido, Henry Wessel foi uma influência importante na fotografia americana no final dos anos 70.

Num registo diferente, a primeira imagem faz parte de uma série de fotos sobre propriedades imobiliárias para venda, intitulada «Real Estate Photos». Um trabalho que faz lembrar as séries fotográficas de Ed Ruscha, também com uma temática muito semelhante. E que tem bastantes ressonâncias com o meu trabalho novo sobre paisagem urbana...

«The process of photographing is a pleasure: eyes open, receptive, sensing, and at some point, connecting. It's thrilling to be outside your mind, your eyes ahead of your thoughts». Henry Wessel

Thursday, October 12, 2006

André Cepeda na Galeria Pedro Cera


Está patente na galeria Pedro Cera, em Lisboa, a exposição Stasis de André Cepeda. A exposição consiste em três imagens apresentadas em caixas de luz de grande formato. Não são muitas imagens mas é caso para dizer que às vezes três imagens representam mais do que mil palavras.
Uma exposição a não perder.

Friday, October 06, 2006

rafael toral


Rafael Toral (foi o produtor e colaborador do 2º disco dos Clockwork) acaba de lançar um novo disco intitulado Space (a capa é uma líndissima fotografia de Daniel Malhão e o design é de Helder Luis, também responsável pelo design do disco dos Clockwork). Já ouvi o disco e recomendo vivamente.
Rafael Toral é também um dos autores em destaque na revista
Wire deste mês.
Mais informações em:

www.rafaeltoral.net
http://www.thewire.co.uk/current/story2.php

Thursday, October 05, 2006

exposição Surfaces na Fuga pela Escada



Inaugura dia 7 de Outubro na galeria Fuga pela Escada em Guimarães, pelas 22:30, a exposição Surfaces. A exposição fica na galeria até ao dia 15 de Novembro. A exposição inclui alguns trabalhos novos que não estiveram expostos na Casa de Serralves aquando da exposição a propósito do Bes Revelação. Fica aqui o convite a aparecerem.